Da Arte do Belo
O livro Da Arte do Belo é um livro de ciência genérica prática que retoma, aprofundando-a grandemente, a doutrina de Aristóteles e de Tomás de Aquino, sem deixar de levar em conta, porém, a de Platão, a de Agostinho, a de Boécio, e ainda a de filósofos modernos, como a neokantiana Susanne Langer. Nele, mostra-se o que é a Arte do Belo, suas propriedades, seus fins; o que é o belo e se é objetivo; por que e em que se distinguem as diversas formas ou espécies desta arte; e ainda que é possível aprender a apreciá-la quando efetivamente o é, e a evitá-la quando por qualquer motivo não o é.
Da Arte do Belo
PREFÁCIO 17
PARTE I – ESTABELECIMENTO DA CIÊNCIA DA ARTE DO BELO 31
Capítulo 1 – Acerca da existência da Ciência da Arte do Belo 33
I – Parece impossível existir uma Ciência da Arte do Belo 33
II – Se a história da Filosofia nos permite induzir a existência ou a possibilidade de uma Ciência da Arte do Belo 35
Platão 38; Aristóteles 46; Agostinho de Hipona 61; Boécio 66; Cassiodoro 68; Isidoro de Sevilha 72; Beda 77; Alcuíno 81; Rábano Mauro 83; João Escoto Erígena 86; Hugo de São Vítor 87; Ricardo de São Vítor 91; São Bernardo de Claraval e Suger de Saint Denis 92; Escola de Chartres 93; Domingo Gundisalvo 99; Tomás Gallo (ou Gallus) de Verceil 109; Guilherme de Alvérnia e Alexandre de Hales 110; Vicente de Beauvais e Robert Grosseteste 113; Santo Alberto Magno 115; São Boaventura, Tomás de York e Ulrico de Estrasburgo 115; Livro das Inteligências 115; Villard de Honnecourt 117; Roger Bacon 122; Santo Tomás de Aquino 126; Duns Scot 133; Baumgarten 133; David Hume 136; Immanuel Kant 136; Johann Christoph Friedrich Schiller 136; Georg Wilhelm Friedrich Hegel 137; Karl Marx e Friedrich Engels 137; Arthur Schopenhauer 137; Theodor Ludwig Wiesengrund-Adorno 138; Étienne Gilson 138; Jacques Maritain 144; Roger Scruton 145; Susanne Langer 145; José María de Estrada 147.
III – É não só possível mas necessário que exista uma Ciência da Arte do Belo 147
Capítulo 2 – O que é a ciência que intentamos 155
I – O sujeito desta ciência 155
1. O sujeito da ciência em geral 155
2. Consideração lógica sobre o sujeito da ciência em geral 164
3. Prenotandos sobre as artes e as ciências e sobre o estatuto de nossa ciência 175
4. O sujeito da Ciência da Arte do Belo 179
a. A que gênero de disciplinas pertence a arte do belo, o sujeito da nossa ciência 179
b. O sujeito da Ciência da Arte do Belo é a arte da forma mimético-significante 190
α. O gênero: arte (significativa) 195
β. O fim (último): para, purgando as emoções do homem e induzindo nele certo sentimento, fazer que ele propenda ao verdadeiro e ao bom, e se afaste do falso e do mau 195
γ. A matéria: sobre determinada matéria 203
δ. A forma: (de plasmar) formas mimético-significantes e belas 205
II – A definição e o nome de nossa ciência 227
Capítulo 3 – As propriedades da Ciência da Arte do Belo 229
I – Da unidade da Ciência da Arte do Belo 229
1. Das partes de uma disciplina em geral 229
a. Das partes do todo em geral 229
b. Das partes da arte em geral 230
c. Das partes da prudência 234
d. Das partes da ciência em geral 235
2. Das partes da Ciência da Arte do Belo 235
II – Da verdade da Ciência da Arte do Belo 240
1. Do especulativo e do prático em geral 240
2. Da distinção entre ciência e arte em geral 242
3. Da ciência prática em geral e de sua divisão 244
4. Do lugar da ciência da arte do belo entre as disciplinas 245
III – Da bondade e da necessidade da Ciência da Arte do Belo 246
Capítulo 4 – O método da Ciência da Arte do Belo 249
I – A demonstração na Ciência da Arte do Belo 249
a. O necessário e seus modos 250
b. A Ciência da Arte do Belo é verdadeiramente ciência 252
II – Como se investigam as causas 253
a. Existência e definição do sujeito 253
b. A circularidade da ciência humana 254
III – As propriedades da arte do belo 256
Parte 2 – A ARTE DO BELO SEGUNDO AS QUATRO CAUSAS 261
Capítulo 1 – Os princípios do conhecimento humano 263
I – As noções de substância e de acidente 263
a. Substância 263
b. Acidentes 264
II – As noções de ato e de potência 267
a. A noção de ato 267
b. A noção de potência 267
III – Princípio e causa, e princípio de causalidade 268
a. A noção de princípio 268
b. A noção de causa, e as espécies de causas 269
c. O princípio de causalidade 271
Capítulo 2 – Os princípios nas coisas artificiais 275
I – A arte como princípio 275
II – Os princípios da mudança e do ente móvel 275
a. Resolução dos princípios da mudança 276
b. Se a distinção dos princípios da mudança é de razão ou real 277
c. Ainda sobre o número dos princípios do ente móvel e do movimento 279
Capítulo 3 – O sistema, os modos e a ordem das causas 281
I – A redução de tudo quanto se pode dizer causa às quatro espécies postas 281
II – Os modos das causas 282
a. Causas anteriores e causas posteriores 282
b. Causas per se e causas per accidens 285
c. Causas em ato e causas em potência 288
d. Causas simples e causas compostas 291
III – A ordem das causas 292
a. A multiplicidade das causas 292
b. Se nas causas pode dar-se processo ao infinito 293
IV – A causalidade mútua das causas 294
O fim como causa das causas 295
Capítulo 4 – Da arte divina à humana, e a ordem em que se hão de estudar as causas da arte do belo 297
Capítulo 5 – A arte do belo segundo a causa final 305
I – Os principais modos do fim 305
1. O fim como perfeição (ou pleno cumprimento) 305
• Quanto à coisa em si 305
• Com respeito a outro 306
2. O fim como termo (ou término) 306
II – A definição de causa final 307
• Aquilo 307
• Por causa do qual 308
• Algo se faz 308
• Como grato 309
III – O fim na arte 310
IV – A bondade do fim 311
1. O fim é bom 311
a. Bem 312
b. Perfeição 312
c. Ato 313
d. Ser 313
2. O bem é fim 315
V – O bem pressupõe a causa eficiente e a causa formal 317
VI – Divisão da causa final em geral e na arte do belo em particular 317
Solução parcial da doutrina de Domingo Gundisalvo quanto ao caráter civil das artes 327
VII – O destinatário da arte do belo 338
VIII – Os pecados na arte do belo quanto ao fim 342
1. O fazer propender ao mal e à falsidade mediante uma obra da arte do belo formalmente conseguida 343
• Na Literatura 345
• No Cinema 349
• Na Música 351
2. O afastar-se e o fazer afastar-se do fim da arte do belo mediante um mau meio 359
3. Se uma inverdade ou falsidade arruína uma obra da arte do belo 368
IX – A melhor arte do belo é cristã 383
Breve apêndice 1 a este capítulo – Se as obras da arte do belo são teofanias 388
Breve apêndice 2 a este capítulo – Se alguma espécie da arte do belo faz propender mais ao bem que as demais 389
Capítulo 6 – A arte do belo segundo a causa eficiente 393
I – Definição geral de causa eficiente 394
II – Causa do ser e causa do fazer-se 398
III – Agentes naturais e agentes intelectuais 399
1. Agente por intelecto e agente por natureza 399
2. Agente unívoco e agente análogo 402
IV – As espécies ou modos das causas eficientes 403
1. Causa eficiente completa ou simpliciter 403
2. Causa perfectiva (ou perfazedora) e causa dispositiva (ou disponente) 403
3. Causas primeiras e causas segundas 404
4. Causa principal e causa instrumental 407
V – Como o artista da arte do belo elabora a ideia de sua obra 410
Capítulo 7 – A arte do belo segundo a causa material 419
I – Do nome matéria 419
II – Modos de considerar a matéria 420
III – A noção de elemento 421
IV – A matéria nos artefatos 423
V – Elemento e matéria na arte do belo 424
VI – A matéria enquanto causa na arte (e na arte do belo em particular) 426
VII – Sujeito e matéria da mudança acidental 428
Capítulo 8 – A arte do belo segundo a causa formal 431
I – Essência e quididade 431
II – Essência e definição das coisas naturais e das realidades acidentais 432
III – A forma como princípio principal ou constitutivo da essência 432
IV – Em que sentido a forma artificial se diz princípio e causa 440
V – A causa exemplar nas artes 444
VI – A forma mimético-significante e bela 448
1. A forma da arte do belo é mimético-significante 449
2. A forma da arte do belo é, ademais, bela 455
a. Os transcendentais 456
b. O que é o belo 458
c. Se o belo é um transcendental 463
Breve apêndice a este capítulo – Gosto e mau gosto 471
Capítulo 9 – As propriedades da arte do belo 473
I – As propriedades ou próprios das coisas em geral 473
II – As perguntas relativas às propriedades 474
III – Propriedades genéricas e propriedades específicas 474
IV – As propriedades na arte 475
V – O porquê das propriedades 475
VI – As propriedades da arte do belo 477
1. A comunicabilidade mimético-significante 477
2. A deleitabilidade séria 478
3. A raptância 479
4. A indutibilidade de sentimento catártica 479
5. A verossimilitude mimético-significante 480
6. O ser análoga à virtude 480
BREVE POSFÁCIO 483
APÊNDICES 485
i – Das artes liberais: a necessária revisão 487
II – Se Teogonia E Trabalhos e Dias, de Hesíodo, são poesia 495
III – Escritos breves sobre a arte da música 501
1 – “Requiem aeternam dona eis, Domine” 501
2 – A arte sinfônica de Bruckner 504
• Sinfonia n.o 7 em Mi maior 507
• Sinfonia n.o 8 em Dó menor 509
• Sinfonia n.o 9 em Ré menor – Um acabamento da inacabada Nona Sinfonia de Bruckner 512
Anexo 1 – O Requiem em Ré menor de Anton Bruckner (por Robert Simpson) 514
Anexo 2 – As obras corais de Anton Bruckner 515
3 – O Stabat Mater de Dvořák 516
Anexo 1 – O texto integral do Stabat Mater 520
Anexo 2 – Por que dizemos que Dvořák se equipara a Bruckner na música religiosa 523
4 – A música majestosa de Franz Schmidt 526
Anexo – O Livro dos Sete Selos, a obra-mestra de Franz Schmidt 529
5 – A obra malograda de Dmitri Shostakovich 534
OBRAS CITADAS 541
IMAGENS 551
O homem é um animal de contemplação, de ação e de produção. Das obras que produz, umas são para uso ou benefício do corpo – são as artes chamadas servis –, enquanto outras são para uso ou benefício de seu espírito – são as artes ditas liberais. Entre estas, há aquelas que, mediante o belo, visam a fazer o homem propender ao bom e ao verdadeiro, e, mediante o horrendo, visam a fazê-lo afastar-se do mau e do falso: são as Artes do Belo, ou seja, a Literatura, o Teatro, o Cinema, a Música, a Dança (= Balé), a Pintura, a Escultura e, por certo ângulo, a Arquitetura – as quais constituem, portanto, um gênero: a Arte do Belo.
É inegável a importância da Arte do Belo para a constituição de uma sã personalidade e para a formação da civilização. Vemos o Gênesis referir a invenção da arte da cítara e da flauta. Vemos as epopeias homéricas contribuir para a educação ético-política de gerações na Grécia antiga. Vemos a arte de Virgílio servir de alicerce para o Império Romano. Vemos os templos cristãos ser como “museus” de todas as artes em ordem à salvação das almas. Mas também vemos Platão, Aristóteles, Agostinho, Boécio, Tomás de Aquino estudá-la filosoficamente. Mas terão fundado eles uma ciência prática, a ciência genérica da Arte do Belo, que se subordine à Lógica, à Política, à Teologia Sagrada? Cremos que não, razão por que lançamos este livro – Da Arte do Belo – de estabelecimento da referida ciência, para o que, no entanto, partimos dos princípios da doutrina daqueles mesmos gigantes da filosofia e da teologia.
Mas a perversão da Arte do Belo tampouco deixa de estar presente ao longo da história, e vemo-la particularmente presente nos momentos de decadência civilizacional ou de revolução. Pode dar-se ou mediante o uso das melhores técnicas artísticas para um fim indevido – fazer propender ao mau e ao falso – ou mediante a feiura pura e simples. Ambas as coisas já se vêm dando, no Ocidente, desde há alguns séculos, mas a partir do início do século XX a Arte do Belo foi como que ocupada por um feio que se quer vender como belo. É o que o historiador italiano da filosofia Giovanni Reale chama tão propriamente “a diluição das formas”: a cacofonia sonora quer passar-se por música; angulosas contorções corpóreas, por dança; rabiscos ou olhos postos nos pés, por pintura; o esdrúxulo arquitetônico, por templos; e assim sucessivamente.
Insista-se, porém: assim como a Arte do Belo é fundamental para a formação da personalidade e da civilização, assim também suas perversões são a base para sua destruição. Acrescente-se que tais perversões não raro, especialmente a partir do século XX, se acompanham de doutrinas que as querem justificar, e ter-se-á uma das razões do atual estado de coisas no mundo. Para agravar o quadro, ademais, temos que até filósofos tomistas acabam por contribuir para essa situação dramática ao aderir à doutrina segundo a qual a Arte do Belo não tem por fim último senão fazer obras belas. Mas também a joalheria ou a costura podem produzir obras belas, e nem por isso se dizem da Arte do Belo, além de que negar que o fim último desta arte seja fazer propender ao bom e ao verdadeiro é negar o dito pelos maiores filósofos de todos os tempos e pelos mesmos maiores artistas de todos os tempos.
A Arte do Belo ou é produtora de formas mimético-significantes e belas cujo fim último é o dito acima, ou simplesmente não o é: porque, se o é, é virtude, e, se não o é, é vício, e nenhum vício pode constituir propriamente arte alguma.
Insista-se, portanto: o livro Da Arte do Belo é um livro de ciência genérica prática que retoma, aprofundando-a grandemente, a doutrina de Aristóteles e de Tomás de Aquino, sem deixar de levar em conta, porém, a de Platão, a de Agostinho, a de Boécio, e ainda a de filósofos modernos, como a neokantiana Susanne Langer. Nele, mostra-se o que é a Arte do Belo, suas propriedades, seus fins; o que é o belo e se é objetivo; por que e em que se distinguem as diversas formas ou espécies desta arte; e ainda que é possível aprender a apreciá-la quando efetivamente o é, e a evitá-la quando por qualquer motivo não o é.
Da Arte do Belo é mais um marco do projeto de Carlos Nougué de plasmar em livro um tomismo vital e real. O primeiro foi a Suma Gramatical da Língua Portuguesa; o quarto é este, Da Arte do Belo; o sexto será, proximamente, o Comentário ao Apocalipse.
Assista ao documentário As Artes do Belo, de Viviane Princival e Jean Wichinoski, com argumento e participação de Carlos Nougué. O filme, baseado no livro Da Arte do Belo, está disponível gratuitamente para todos, na Internet. Seus oito episódios podem ser vistos no canal Carlos Nougué Tomismo, no Youtube.
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Gabriel –
Livro muito bem diagramado, encadernado, ótima escolha de papel e, o mais importante: o melhor livro sobre a Arte do Belo que eu já li, ouso dizer que seja o melhor que temos em língua portuguesa. Essencial para os estudantes das Artes do Belo.
Simone Briamonte –
Estou assistindo o documentário, maravilhoso.
Gostaria de saber se posso adquirir o livro.
Parabéns a todos os envolvidos em especial ao grande Professor Carlos Nougué.
admin –
O livro se encontra fora de estoque mas esperamos que a nova edição esteja disponível em maio ou junho de 2026.